
ele precisa começar < 2008 >
he needs to begin
Um espetáculo sobre o teatro, as operações da imaginação e, no fim das contas, sobre o impulso de realizar aqueles desejos guardados e adiados, os planos suspensos, como abrir um restaurante vegetariano, cantar num karaokê, pintar o cabelo de azul, escrever um livro, ter um filho ou atravessar o Oceano Atlântico num barco a remo.
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He needs to begin. He's already 35 years old; he's alone in a hotel room and has all day to himself. He doesn't know yet where that is going to lead him, but he begins to write a history. It begins with the first idea that comes to his mind: an author writing alone, in his hotel room. The first sentence of this history is a door that opens for a torrent of changing narratives. Like a kaleidoscope, each movement reveals new meanings and new perspectives, where author and character, writing and reality, actor and viewer are mixed.
equipe > crew
texto e atuação > text and performance Felipe Rocha
direção > direction Alex Cassal, Felipe Rocha
assistência de direção > assistant director Stella Rabello
orientação corporal >choreography Dani Lima
atriz convidada > guest performer Dani Barros
cenografia > set design Aurora dos Campos
iluminação > light design Tomás Ribas
trilha sonora > soundtrack Felipe Rocha
fotografias > photos Barbara Copque, Mauro Kury, Roberto Setton
colaboração > collaboration Denise Stutz, Eleonora Fabião, Gustavo Ciríaco, Isabel Teixeira, Rodrigo Nogueira, Thiare Maia
produção > management Tatiana Garcias, Bia Lopes
realização > production Foguetes Maravilha
estreia > opening
Sesc Copacabana > Rio de Janeiro BR > 2008
digressão >tour
Teatro do Jockey > Rio de Janeiro BR > 2008
Teatro Gláucio Gil > Rio de Janeiro BR > 2008
Teatro Sesc Consolação > São Paulo BR > 2009
Palco Giratório Sesc > Porto Alegre, Montenegro, Gravataí, Caxias, Farroupilha, Bento Gonçalves BR > 2009
Mostra Sesc Teatro na Contramão > Rio de Janeiro BR > 2009
Festival Nacional de Teatro > Presidente Prudente BR > 2009
Mostra Sesc Cariri de Cultura > Fortaleza, Juazeiro, Crato BR > 2009
Palco Giratório Sesc > São Paulo BR > 2010
Palco Giratório Sesc > Florianópolis, Jaraguá, Joinville, Rio do Sul, Lages, Chapecó BR > 2010
Palco Giratório Sesc > Porto Alegre, BR > 2010
Palco Giratório Sesc > Rio de Janeiro BR > 2010
Palco Giratório Sesc > Porto Velho BR > 2010
Palco Giratório Sesc > Curitiba, Londrina BR > 2010
Palco Giratório Sesc > João Pessoa, Campina Grande BR > 2010
Palco Giratório Sesc > Cuiabá BR > 2010
Palco Giratório Sesc > Campo Grande, Dourados BR > 2010
Palco Giratório Sesc > Brasília BR > 2010
Palco Giratório Sesc > Fortaleza, Iguatu, Sobral, Juazeiro BR > 2010
Palco Giratório Sesc > Salvador BR > 2010
Palco Giratório Sesc > Manaus BR > 2010
Circuito Estadual das Artes > Itaguaí, Teresópolis, Barra Mansa BR > 2010
Espaço Cultural Sérgio Porto - Projeto ENTRE > Rio de Janeiro BR > 2011
Festival Cena Contemporânea > Brasília BR > 2011
FIAC Festival Internacional de Artes Cênicas > Salvador BR > 2011
Rota Gamboa > Rio de Janeiro, Brasil > 2012
Galpão Cine-Horto > Belo Horizonte BR > 2012
Espaço Alkantara > Lisboa PT > 2012
Ocupação Sesc Belenzinho > São Paulo BR > 2014
Espaço Cultural Sérgio Porto - Projeto ENTRE > Rio de Janeiro BR > 2018
Em Casa com SESC < on-line > Rio de Janeiro BR > 2020
Ocupação Mirada < on-line > São Paulo BR > 2021
Uma roda viva, sem arame de segurança. Um sacode no tédio da dramaturgia contemporânea.
Marcia Zanelatto > dramaturga > Rio de Janeiro BR
Momentos de surpreendente beleza que compuseram o enredo, um trabalho de entrega e dedicação ao espectador que foi conduzido a um ritmo certeiro mas alucinante.
Rita Xavier Monteiro > Mais Crítica > Lisboa PT
Não quer explicar nada e diz tudo dessa nossa arrogância de querer explicar o inexplicável, de querer dar sentido ao turbilhão, de não encarar de frente o olho da morte.
Ricardo Chacal > poeta > Rio de Janeiro BR
Ele precisa começar começa com a falsa ideia de um experimento cênico de câmara e agiganta seus espaços (físicos e semânticos) com uma sacolejante explosividade. É como um elefante numa loja de porcelanas – exceto que o elefante canta e dança balé entre as louças, sem jamais derrubá-las.
Rafael Gomes > O Diário Aberto de R. > Rio de Janeiro BR
Autor, ator e personagem se misturam a todo momento, estabelecendo um jogo saboroso entre ficção e realidade, que encanta pela maneira criativa e espontânea com que se desenrola.
Gabriela Mellão > Revista Bravo! > São Paulo BR
Nessa peça, imperdível para quem gosta de teatro, Felipe Rocha se utiliza de recursos simples para proporcionar ao público uma mágica e fascinante viagem ao mundo da criação.
Emílio de Mello > Revista Aplauso > Rio de Janeiro BR
Um espetáculo sólido, bem interpretado, divertido e que nos faz refletir sobre o lugar da dramaturgia (e do próprio público) no teatro que se faz hoje.
João Branco > Festival Mindelact > Mindelo CV
Se a proposta dos Foguetes Maravilha é impulsionar a sensibilidade/humanidade/ acolhimento da alteridade do seu público, hoje essa proposta foi materialmente realizada.
Patrick Pessoa > filósofo > Rio de Janeiro BR
Esse me parece ser o veio principal do trabalho: a afirmação de que o espaço teatral é um lugar de desvelamento não só da trama ficcional, mas, sobretudo, de seu processo de estruturação.
Fátima Saadi > dramaturgista > Rio de Janeiro BR
Após assistir a essa ingênua, às vezes, provocante, eventualmente, sincera, quase sempre, exposição de busca de sentido para a cena, fica a certeza de que Felipe Rocha precisa, deve e vai continuar.
Macksen Luiz > Jornal do Brasil > Rio de Janeiro BR
O folhetim narrado, as indagações propostas, o desenho cênico apresentado, as dúvidas expressas ou insinuadas, erigem-se em uma obra aberta onde o prazer da invenção, permeado com os necessários humor e carinho, surge godardianamente como um aposta irresistível.
Marcos Ribas de Faria > jornalista > Rio de Janeiro BR
Felipe nos declara que não dá mais para ficar falando de dramaturgias obsoletas com velhas fórmulas ou novas fórmulas de sucesso fácil e volátil. Nem tudo é besteirol e Felipe tem urgência de discutir novos personagens para nossa paralisada perplexidade.
Caíque Botkay > compositor > Rio de Janeiro BR